História da Filigrana

A filigrana é uma técnica de trabalhar metais muito típica da ourivesaria portuguesa. Embora seja aplicada nas mais diversas partes do Mundo, teve grande desenvolvimento nas áreas mediterrânicas. Em Portugal, encontraram-se artefactos de filigrana que remontam a 2500-2000 a.C..

Esta técnica foi incorporada no rico património da ourivesaria portuguesa para a representação de motivos muito ligados à história e cultura nacionais, nomeadamente, os crucifixos, as cruzes de Malta, os corações de Viana, os relicários, as arrecadas, os colares de conta, os brincos de fuso ou à rainha.

As peças portuguesas são conhecidas pela sua qualidade, garantidos pelos materiais e técnicas utilizadas. A delicada utilização de fios muito finos proporciona peças que dão a ilusão de renda em ouro e prata, em peças complexas que simbolizam o mar, a natureza, a religião ou o amor.

A elaboração de cada peça começa com a fundição, passando por fazer o fio de filigrana e o esqueleto da peça, enchê-lo, etc.

No final de todo o processo, é criada uma pequena obra de arte, diferente de qualquer outra porque feita à mão por um artesão, muito especialmente para si.